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03/08/2011


NO MUNDO DA LUA

Tento descobrir tua história

teu silêncio invade um traduzir

em que mundo você se encontra?

Nossos elos se partiram

com o passar dos anos

nossa hitória se perdeu

entre o teu silêncio

e a minha loucura.

No mundo... no mundo da lua

é como te vejo

às vezes sem sombra

às vezes sem brilho

sem o continuar do dia-a-dia.

Você me parece um lindo quadro

Mas sem movimento...

Uma imagem parada...sem brilho

um recomeço de vida

sem respostas, sem tempo.

Tento descobrir teu silêncio

e me invade apenas um passado

O nosso passado ficou no traduzir

de cada momento que eu posso relembrar, mas que você arquivou.

Aonde está tua história?

Aonde vou voltar a te encontrar?

Leticia Maria da Costa Rodrigues Gomes

Escrito por admilson às 16h05
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Fragmentos da Memória

Relembro o velho mangue

As palafitas de um cenário esperançoso

Com peixinhos que brilhavam nas águas

De uma Baía de Guanabara que ficou nos antigos cartões postais ainda em preto e brancos.

Alguns dos meus velhos sonhos se encontram entre as grandes toneladas de aterro.

Certa vez imaginei um carrinho e deixei-o cair por entre as “gretas” de uma das pontes que ligava o meu barraco ao do meu amigo Zé, e vi a maré levá-lo para o oceano.

Um pequeno sonho de um menino que sonhava ser doutor... O senhor doutor fulano de tal.

Hoje a memória falha, existe apenas fragmentos de uma pequena paz que existiu na Maré numa época em que se cantava “..quanto riso,oh! Quanta alegria...”

A Maré era assim...sem os arranha-céus do mundo moderno mas com a paz e a alegria  dos palhaços  que se enfeitavam nas palafitas e tinham a grande arte de viver sobre as águas; e como já dizia o grande Tom: “...são as águas de março fechando o verão e a promessa de vida no seu coração”.

São memórias minhas..suas talvez, e quem sabe podemos até cantar como Elis Regina a “saudosa maloca”.

Meu sonho é ver essa nova Maré coberta de branco como os brancos que se uniram aos negros, aos índios e se tornaram uma só Raça: Brasileiros!

 

 

Admilson Rodrigues Gomes

Escrito por admilson às 15h40
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Maré...Memórias de Resistência

Maré,

Seus encontros,

Sua resistência,

Sua memória.

Para alguns, apenas romantismo ideológico,

Para outros, uma ousadia.

Mas a Maré traz um legado de transformações.

Um apelo de bravura que luta contra o tempo e constrói sua história produtiva e as vezes silenciosa,

Numa tentativa de força moral e digna.

Ela avançou no tempo e mudou seu estigma, sendo justa.

Essa gente brasileira que aterrou seu próprio chão,

Mostra hoje sua transformação e resgata suas camadas

Num discurso que cresce em cada continuidade, em cada capítulo.

Somos honrados em conhecê-la.

Somos cavalheiros ao conhecer essa senhora Maré.

A Senhora Mãe Gentil, as vezes marginalizada,

As vezes cruelmente renegada

Mas orgulhosa e bravamente livre!

  

Admilson Rodrigues Gomes

Escrito por admilson às 15h38
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27/09/2010


CONFISSÃO

 

 

Não confesso meu sinônimo

Nem minha sinceridade

Não vou fazer nenhuma análise própria

Ou ter a disposição para libertar-me

De pessoas ou de  pensamentos.

Não vou escrever cartas

Mostrando o significado do meu conceito

E nem quero com isso desnudar

O homem que sou

Tento ser feliz mas no sentido

Apenas filosófico.

Não serei um homem real ou editarei moda

Mas quem sabe guardarei moedas e terei

Apenas o cuidado de esconder dos meus olhos

E ouvidos o lado negativo do poder.

Não sou absoluto, não vou mostrar quem

Realmente sou nem o que sei

A sinceridade diz respeito apenas ao universo

Ninguém pode saber tudo de si, nem revelar tudo a outrem.

Se eu pudesse ser totalmente sincero

Não seria verbal, nem absoluto.

O poder do silêncio cria um novo olhar

O mundo não pede desculpas pelo que foi dito

Nem se transforma no que é bom

O ser humano vive do conhecimento de si

Mas não compartilhar o que cai por terra.

Tenho meus limites,

minhas incertezas,

o meu parar e o meu continuar.

Não serei a vergonha do mundo

Nem serei herói num programa de tv.

Mas guardarei minhas armas contra aquele que se confessa.

Não confesso meu sinônimo

Nem meu plural

Nem meu verbo

Tenho apenas o pequeno cuidado

De meramente pedir desculpa pelo que foi dito sem pensar.

 

 

Admilson Rodrigues Gomes

 

 

Escrito por admilson às 14h18
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Jornal Maré de informação - Setembro 2010

SAUDADE DE MIM

 

Não sei que rumo irei tomar,

Eu era um livro

Sem texto... historias

Na verdade nem fazia parte da

Literatura.

Eu era uma época

Uma amostra do que posso

Hoje ler.

Acho que vim resumido

Sem a língua de minha cidade

No tempo do moralismo ferrenho.

Penso que fui adotado

Mas nada é mencionado

Em documento algum.

Cresci no esquecimento

Sobrevivi num discurso torpe.

Vida...livros...historias

Um conjunto de espólio.

Meu nome eu não sei

Mas sinto uma saudade!

Eu gostaria de refazer minha vida

Minhas imagens

Minhas certezas e incertezas

Mas cortaria a herança

De alguns erros..acertos talvez.

Sou capaz de atravessar o deserto,

O abismo e seguir, mas seguir só.

Me vem à pergunta se sou bom

Ou ruim, mas nada me comove

Tanto quanto a saudade que sinto

De mim mesmo.

Da minha infância, dos meus sonhos

E desejos, quando eu apenas ouvia

Alguém dizer que era preciso encontrar

O que eu desejava e que isso seria

A minha revolução pessoal.

De qualquer forma, mesmo confuso

Preciso esticar o meu tempo

O tempo de pouso e o tempo

De voar.


Admilson Rodrigues Gomes

Escrito por admilson às 13h27
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11/04/2010


Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.

Clarice Lispector

Escrito por admilson às 10h57
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09/04/2010


Quantas vezes sentiu saudades de um amor que nunca teve?

Quem será que me chega na toca da noite Vem nos braços de um sonho que eu não desvendei
Eu conheço o teu beijo, mas não vejo o teu rosto. Quem será que eu amo e ainda não encontrei.
Que sorriso aberto ou olhar tão profundo. Que disfarce será que usa pro resto do mundo.
Onde será que você mora, em que língua me chama, em que cena da vida haverá de comigo cruzar?
Que saudade é essa do amor que eu não tive por que é que te sinto se nunca te vi.
Será que são lembranças de um tempo esquecido ou serão previsões de te ver por aqui...
então vem! Me desvenda esse amor que me faz renascer. Faz do sonho algo lindo que me faça viver.
Diz se fiz com os céus algum trato, esclarece esse fato e me faz compreender esse beijo, esse abraço na imaginação
E descobre o que guardo pra ti no meu coração, mas deixa eu sonhar, deixa eu te ver. Vem e me diz: quem é você

Escrito por admilson às 16h15
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08/12/2009


Familiares divulgam as últimas palavras de Leila Lopes

Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui iludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não agüento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui.’

Eu m pergunto se ela tem razão ou não. Adi

 

 

Escrito por admilson às 13h17
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03/12/2009


MUITO SHOW!

Escrito por admilson às 10h09
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30/11/2009


Estou no meu momento de ser Feliz! Adi

Escrito por admilson às 13h38
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19/11/2009


Conhecer-te foi algo mágico

Eu queria apenas teu corpo

Tua sedução..nada mais.

Sentir algo hoje é tão profundo e

 intenso que não sei explicar.

Ver-te assim..nessa pureza

Meio santo e ao mesmo tempo profano

É parte alma, parte corpo

É um partir..

Por isso fui...

Sai sem me despedir talvez por medo

Mas a felicidade foi intensa, pura...

Quem dera sentir novamente isso tudo

Sem ter que explicar nada ao mundo

Fui feliz e pronto, ponto final

E contar isso aqui é tão paixão

Tão como “for” sobre tempestade

Que nada que eu escreva vai definir

Esse céu ou a possibilidade de ficar

“pra sempre” mas é apenas um caminhar

um sonhar no pouco a pouco do teu corpo

mas não se preocupe, fui feliz.

Admilson

Escrito por admilson às 11h41
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17/11/2009


Uma só mão pode afagar ou punir.
Tudo é questão de como usar o instrumento.

A Humanidade é que divide o Supremo Poder
Em tantos nomes quanto sua imaginação permite,
Sempre em dualidades que denotam sua própria
Característica de enxergar o mundo:
Sempre em figuras opostas,
Seccionando ao invés de unir…

Escrito por admilson às 14h22
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14/11/2009


Quem sou:

"observo o meu medo e os monstros imaginários que ele cria, observo até cansar ou começar a me divertir. Faço mapas de mim com as coisas que busco desde que penso que cada um se torna o que contempla. Cada um é o outro que ele olha e o que recolhe no caminho: experiências, objetos, coisas. Espero aprender a rir mais de mim por meio dos outros. Não sei quem sou - o que fiz? É muito cedo para responder. Mas se pudesse seria várias coisas como um arbusto de beira de rio, uma chávena, uma palavra de poucas sílabas, uma fumaça de incenso, uma luva de veludo roxa, no fundo, uma pausa".

Escrito por admilson às 15h56
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13/11/2009


“O AMOR É COMO DEUS, AMBOS SÓ SE OFERECEM AOS SEUS SERVIÇAIS MAIS
CORAJOSOS''

Escrito por admilson às 15h12
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10/11/2009


Escrito por admilson às 16h25
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